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Segunda-feira, 15 de outubro de 2018 -

Governo de Santa Catarina leva Projeto Vida no Trânsito para Blumenau e Joinville

 

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Implantado em Florianópolis em 2012, o Projeto Vida no Trânsito chega a Blumenau e a Joinville, municípios com altos índices de mortalidade por acidentes de trânsito. A iniciativa é do Governo de Santa Catarina, primeiro estado brasileiro a expandir o projeto para municípios com mais de 1 milhão de habitantes, além da Capital, conforme sugestão do Ministério da Saúde, coordenador do projeto em parceria com a Organização Pan Americana da Saúde (Opas).

Na próxima semana, a Secretaria de Estado da Saúde realizará oficinas preparatórias nesses municípios: terça-feira, 28, e quarta, 29, em Blumenau e quinta, 30, e sexta, 1º de julho, em Joinville.

“Nesses eventos, iremos subsidiar os representantes das secretarias municipais de Saúde, da Segurança Pública e de Educação, dos Órgãos Executivos municipais, estaduais e federais de trânsito e parceiros sobre a estratégia para a implantação do Projeto Vida no Trânsito”, afirma Gladis Helena da Silva, gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde. Segundo ela, a proposta é estender o Projeto a outras cidades catarinenses até 2018.

Nos últimos 10 anos, os acidentes por transporte terrestre foram responsáveis por 18.765 óbitos. A taxa de mortalidade passou de 32,6/100 mil hab, em 2005, para 27,3/100 mil hab, em 2014. Os acidentes com mortes envolvendo motocicletas têm-se mantido estável, com taxas em torno de 9,0/100 mil hab por ano. Já em relação aos acidentes envolvendo automóveis, a taxa de óbitos praticamente dobrou nesse período, passando de 5,7/100 mil hab para 8,9/100 mil hab.

Os municípios que apresentam as maiores taxas de mortalidade (por 100 mil habitantes) por acidentes de trânsito em Santa Catarina são Rio do Sul (61,9), Tubarão (39,2), Itajaí (35,7), Lages (32,1), Jaraguá do Sul (31,2), São José (29,8), Blumenau (29,3), Joinville (29,2), Chapecó (27,7), Criciúma (24,4), Florianópolis (23,0) e Balneário Camboriú (21,7), conforme dados de 2014 do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

“A população jovem de Santa Catarina é que apresenta, no período avaliado, a maior frequência de óbitos por acidentes de trânsito”, afirma a médica Jane Laner Cardoso, chefe da Divisão de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Gevra/Dive/SC. Os dados atuais revelam uma leve tendência de diminuição dos óbitos na faixa etária entre 20 e 29 anos e uma discreta elevação de óbitos de pessoas entre 30 e 39 anos. “Em estatísticas internacionais e nacionais, a frequência de óbitos em homens é sempre maior. No caso de Santa Catarina, a série histórica mostra quatro vezes mais óbitos em homens do que em mulheres”, informa Jane.

Sobre o Projeto Vida no Trânsito

O Projeto Vida no Trânsito é uma iniciativa brasileira voltada para a vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde, em resposta aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020.

Tem como foco das ações a intervenção em dois fatores de risco priorizados no Brasil: dirigir após o consumo de bebida alcoólica e velocidade excessiva e/ou inadequada, além de outros fatores ou grupos de vítimas identificados localmente a partir das análises dos dados, notadamente acidentes de transporte terrestre envolvendo motociclistas.

Coordenado pelo Ministério da Saúde, em uma articulação interministerial e parceria com a Organização Pan Americana da Saúde (Opas), o Projeto foi lançado em 2010 como parte da iniciativa internacional denominada Road Safety in Ten Countries (RS 10) sob a coordenação da Organização Mundial da Saúde e formado por um consórcio de instituições. A iniciativa internacional, redenominada Bloomberg Philantropies Global Road Safety Partnership, foi encerrada ao final de 2014, conforme previsto no início da parceria.

O Projeto foi implantado, inicialmente, nas cidades de Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Palmas (TO) e Teresina (PI). Em 2012, com a Portaria 1934, o Ministério da Saúde ofereceu a expansão para todas as capitais brasileiras e para municípios com mais de um milhão de habitantes.

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