Rádio Clube De Blumenau Garoto que teve 65% do corpo queimado pelo pai em Blumenau segue sem previsão de alta da UTI ⋆ Radio Clube de Blumenau Rádio Clube De Blumenau
AO VIVO
Segunda-feira, 24 de setembro de 2018 -

Garoto que teve 65% do corpo queimado pelo pai em Blumenau segue sem previsão de alta da UTI

 

Homem trancou a esposa e o filho do casal em casa e ateou fogo no domingo. Mulher não resistiu aos ferimentos.

O garoto de 11 anos que foi queimado pelo pai em Blumenau, no Vale do Itajaí, no domingo (22) continuava internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, até a noite desta terça-feira (24). A mãe dele, que também foi vítima do mesmo crime, morreu na segunda (23). O pai também sofreu queimaduras e estava internado em UTI no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, até a noite desta terça.

Carlos Osmar Costa, 47 anos, trancou Roseli Caldas Costa, de 44 anos, e o filho Sandriel Yuri Costa, de 11, no banheiro de casa, jogou gasolina e ateou fogo, conforme a Polícia Militar. Depois, Carlos também colocou fogo no próprio corpo. A Delegacia Regional de Blumenau informou que Roseli já havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência contra o companheiro.

O menino teve 65% do corpo queimado e Carlos, 75%. Rosely teve 80% do corpo queimado e também foi levada ao Hospital Santo Antônio, mas não resistiu. Nesta terça, estava previsto o enterro dela em Bituruna, no Paraná. O G1 não conseguiu contato com a funerária até a publicação desta notícia.

De acordo com o delegado, Carlos recebeu voz de prisão em flagrante, mas só deverá ser ouvido pela polícia após ter alta do hospital.

Boletins de ocorrência

“Ele [Carlos] responde a um inquérito por violência doméstica contra a vítima”, disse o delegado regional Rodrigo Marchetti. Segundo ele, desde 2015 foram quatro boletins registrados, o primeiro por ameaça e injúria.

Em 2016 a polícia instaurou inquérito contra Carlos Costa por violência doméstica. Este ano foram mais dois boletins registrados por ameaça. O delegado não detalhou em quais meses. Em nenhuma das vezes ele ficou preso.

Uma vizinha contou que Roseli queria se separar, mas Carlos não aceitava. “Eles brigavam demais, ela dizia que queria separar e ele não aceitava, ele nunca aceitou. Ele falava que se um dia acontecesse de ele ir embora ou ela ir embora com o filho, ele ia matar ela”, contou uma vizinha que preferiu não se identificar.

“Quarta-feira veio um juiz na casa dela, tirou ele da casa. Ele não tinha para onde ir, ficou rondando na nossa rua. Ele sabe todos os horários de quando ela está em casa e quando não está. Ele aproveitou o horário que ela não estava, entrou na casa dela e esperou ela chegar do serviço”, conta.

Familiares contaram à PM que Carlos ficou escondido na casa até a chegada da mulher e do filho. O crime ocorreu durante a madrugada de domingo. Os vizinhos contam que mãe e filho conseguiram sair correndo de casa em busca de ajuda. As roupas queimadas ficaram na rua de casa.

“Eu vi o menino em estado de choque esperando as viaturas da polícia e as ambulâncias chegarem. Ela estava gritando de dor, eu escutei muito berros”, contou uma vizinha da família. O homem também foi atingido pelo fogo e saiu pedindo ajuda.

COMENTAR COM O FACEBOOK:
Não temos controle sobre os comentários pelo Facebook

Comentar sem o Facebook

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

?