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Terça-feira, 11 de dezembro de 2018 -

Sindicarne e ACAV emitem nota e reforçam que o movimento dos caminhoneiros afetou toda a cadeia produtiva de carne em SC

 

Na manhã desta quinta-feira, dia 24, o Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) e a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) emitiram uma nota oficial, acompanhe:

Nota oficial do Sindicarne e ACAV

O Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE) e a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), em face da continuidade da greve dos caminhoneiros, vêm a público para manifestar sua preocupação com as graves – e algumas irreparáveis – consequências desse movimento para a economia e a sociedade catarinense e brasileira.

A paralisação total da circulação de bens, mercadorias, matérias-primas e insumos nas rodovias estaduais e federais afetou todo a imensa cadeia produtiva da carne, forçando a suspensão das atividades de dezenas de indústrias frigoríficas e prejudicando as atividades pecuárias em mais de 20 mil propriedades rurais.

No campo, os estabelecimentos rurais que atuam nas áreas de avicultura, suinocultura e bovinocultura leiteira deixaram de receber ração para nutrição animal, pintinhos e outros serviços e insumos, sendo obrigados a adotar a restrição alimentar em seus plantéis. Simultaneamente, a produção acabada não pode ser retirada. O prolongamento da greve colocou a base produtiva agropecuária em situação de gravíssimo risco, determinando a inutilização de milhões de litros de leite que já começam a ser descartados e colocando em sofrimento nutricional os animais.

A ameaça atual e iminente é de perda massiva de ativos biológicos com início de mortandade nas principais regiões produtoras. Santa Catarina tem um plantel permanente de 5 milhões de suínos e 118 milhões de aves alojadas que, a partir de agora, entram em regime crítico de sobrevivência. Se esse quadro se confirmar poderá haver imprevisível impacto de ordem sanitária.

Nas áreas urbanas, as plantas industriais de abate e processamento de aves e suínos deixaram de receber cargas vivas e insumos, ao mesmo tempo em que estão impedidas de escoar os produtos acabados para os portos e os grandes centros de consumo. A capacidade de estocagem a frio dessas unidades está exaurida e o processo produtivo resultou estrangulado. Dessa forma, os frigoríficos paralisaram parcial ou totalmente as atividades em todo o Estado.

Além do incalculável prejuízo econômico e financeiro, os óbices que o setor industrial enfrenta agravarão a situação brasileira no mercado mundial em face do não cumprimento dos contratos internacionais de fornecimento de proteína animal a diversos países.

O SINDICARNE e ACAV compreendem o drama que os transportadores enfrentam com a atual política de preços dos combustíveis e apelam para que Governo e grevistas aprofundem o diálogo em busca de uma solução com o necessário apoio do Congresso Nacional. É urgente encontrar uma solução pois, nesse estágio, uma das mais avançadas cadeias produtivas do País está seriamente afetada e a sociedade brasileira ameaçada de desabastecimento.

Florianópolis, 24 de maio de 2018.

 

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