Rádio Clube De Blumenau Abandono ao tratamento é o maior desafio no combate à Tuberculose ⋆ Radio Clube de Blumenau Rádio Clube De Blumenau
AO VIVO
Sábado, 12 de junho de 2021 -

Abandono ao tratamento é o maior desafio no combate à Tuberculose

O Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, lembrado no dia 24, é uma oportunidade para ampliar a conscientização sobre o problema que a tuberculose representa em todo o mundo, bem como refletir as ações de prevenção e assistência à doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10,4 milhões de pessoas ficaram doentes com tuberculose em 2015, com o registro de 1,8 milhão de óbitos (incluindo 0,4 milhão entre pessoas com HIV). Deste total, mais de 95% das mortes por tuberculose ocorreram em países de baixa e média renda.

O Brasil ocupa o 18º lugar entre os 22 países com alta carga da doença, responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo, segundo o último relatório da OMS. Foram notificados 67 mil novos casos de tuberculose no país em 2015, ano em que foram registradas 4,6 mil mortes em decorrência da doença.

Em Santa Catarina, dados preliminares apontam que, em 2015, foram diagnosticados 1.826 novos casos de tuberculose. Desse total, 1.240 (70,5%) foram curados. Esta proporção está abaixo do parâmetro preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), que é curar, pelo menos, 85% de todos os casos novos.

“Uma das dificuldades em alcançar essa meta é o elevado índice de abandono de tratamento que ainda persiste no estado”, argumenta Eduardo Macário, diretor de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde. Neste mesmo ano, 127 pacientes deixaram o tratamento, o que representa 7,2% do total de casos novos em 2015, ainda acima do considerado aceitável pelo MS, que é de até 5% de taxa de abandono. Neste mesmo ano, foram registrados 52 óbitos por tuberculose, pulmonar e extrapulmonar.

Em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, a Dive intensifica o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento para a cura da doença. O tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública de saúde, e tem duração de, no mínimo, seis meses, sendo necessário tomar diariamente o medicamento. “É comum que, após as primeiras semanas de tratamento, o paciente observe melhora total dos sinais e sintomas. No entanto, não quer dizer que a doença está curada”, alerta Eduardo. A falta de adesão, o abandono ou o uso irregular dos medicamentos podem causar resistência dos bacilos ao tratamento, o que complica o quadro clínico e demanda tratamento por um maior período de tempo (18 a 24 meses).

COMENTAR COM O FACEBOOK:
Não temos controle sobre os comentários pelo Facebook

Comentar sem o Facebook

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

?