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Quinta-feira, 14 de novembro de 2019 -

Três meses após assalto no aeroporto de Blumenau, delegado comenta investigação

Anselmo Cruz, da Divisão de Roubos e Antissequestro, é o responsável pelo caso.

O assalto no Aeroporto Quero-Quero, em Blumenau, completa nessa sexta-feira (14) três meses. Um crime que ficará para a história da cidade pela violência dos criminosos, que mataram uma mulher, e pelo volume de dinheiro levado.

De lá para cá, três suspeitos foram presos e R$ 18 mil recuperados. O número de participantes detidos e o montante localizado representam uma parcela mínima da quantidade de criminosos envolvidos na ação e dos milhões roubados.

Quem está à frente do caso é o delegado Anselmo Cruz, da Divisão de Roubos e Antissequestro. Ele conversou com a reportagem do Santa sobre o andamento da investigação e quais os desafios para solucionar um crime com tamanha proporção.

Qual o estágio da investigação?

É uma investigação complexa porque o crime foi bem elaborado. Eles estavam pelo menos desde o final do ano passado pela região, entre Itajaí e Blumenau, fazendo os levantamentos e arquitetando esse crime. Então foi uma ação extremamente bem planejada por parte dos autores. Apesar de oito autores terem entrado no aeroporto, a gente sabe que pelo menos 16 pessoas participaram da ação direta ou indiretamente do roubo.

Conseguimos identificar que se trata de uma quadrilha de fora do Estado e temos a correlação deles como responsáveis por muitos dos roubos que aconteceram pelo Brasil no últimos anos, alguns muito violentos e com altas somas de valores. Já existem muitas evidências dentro da investigação, que está avançando, evidentemente que a maior parte ainda não se pode divulgar, mas estamos com o trabalho bem encaminhado.

Quantas pessoas estão presas pelo crime e qual o valor recuperado até o momento?

Foram feitas três prisões pela Polícia Militar no dia 19 de março, poucos dias depois do roubo. Essas são as únicas pessoas detidas até o momento. Ainda está sendo apurada a participação efetiva de cada um desses indivíduos no crime. Na ocasião, foi aprendido ali o valor R$ 18 mil, o único valor recuperado. Eu reitero que é uma investigação bastante complexa e que vai levar o tempo que for necessário para alcançarmos os responsáveis por esse crime extremamente violento.

Esse é mesmo o maior assalto do Estado em volume de dinheiro?

Não consigo te precisar porque muitas vezes não é só dinheiro em espécie, mas também a questão de joias, por exemplo. Agora, eu classifico realmente como o maior roubo não só pela questão do valor subtraído, mas pela violência dos autores. Eles tinham poder de fogo muito grande, usavam fuzis AK-47, foram mais de cem disparos com essas armas. Também utilizaram uma metralhadora .50, que é uma arma antiaérea de uso apenas do Exército, capaz de furar inclusive blindagem, por isso eles estavam em duas caminhonetes blindadas.

Por conta dessas circunstâncias todas é que a gente pode dizer que se trata do maior roubo que já esteve em Santa Catarina, por conta dessa especialização toda, por conta dessa logística. Essa preparação toda que os criminosos usaram também acaba tornando muito mais minucioso o trabalho da polícia. Então a gente continua com toda a Divisão de Roubos e Antissequestro totalmente dedicada este caso, são mais de uma dúzia de agentes envolvidos no trabalho que tem a parceria da Deic de Blumenau.

Fonte: NSC Total

Foto: Arquivo pessoal

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