Quarta-feira, 16 de agosto de 2017 -

Saiba mais sobre a repercussão da Lava Jato em Blumenau

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Nesta terça-feira, dia 11, foi divulgada a lista de nomes de pessoas que devem ser investigadas por suspeitas de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. A lista é do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, relator da Lava Jato. Em Santa Catarina vários políticos foram citados, e de Blumenau são cinco: Prefeito Napoleão Bernardes (PSDB), senador Dalirio Beber (PSDB), deputado Federal Decio Lima (PT), deputada estadual Ana Paula Lima (PT) e deputado estadual Jean Kuhlmann (PSD). Todos negam envolvimento em atos de corrupção.

Sobre Napoleão Bernardes,  o inquérito 4.408 do STF, de cinco páginas, mostra que o pedido de abertura de inquérito enviado pela Procuradoria-Geral da República ao STF se baseia em depoimentos de Paulo Roberto Welzel, ex-diretor da Foz do Brasil (atual Odebrecht Ambiental), responsável pela exploração do serviço de água e esgoto em Blumenau), e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, fundador e ex-presidente da mesma empresa.

Segundo informações do Ministério Público, um dos delatores informou que nas eleições de 2012, após uma reunião com o hoje senador Dalirio Beber (PSDB), que na época era primeiro suplente do senador Luiz Henrique, morto em 2014 e coordenador da campanha do tucano a prefeito, teriam sido entabulados repasses ao candidato do PSDB no valor de R$ 500 mil. O valor foi pago pelo Setor de Operações Estruturadas, o departamento responsável por propinas da empresa. A motivação do repasse seria o interesse do Grupo Odebrecht na manutenção dos contratos de saneamento com o município.

O prefeito Napoleão Bernardes disse estar perplexo com esta menção. Ressalta que seu governo e sua vida pública sempre foram e são pautados na ética, na seriedade, na transparência e na verdade.

Confiante na Justiça brasileira, Napoleão Bernardes tem certeza de que os fatos serão esclarecidos mostrando sua isenção neste processo.

O senador Dalirio Beber disse em nota:

Recebo com surpresa a inserção do meu nome no rol dos investigados. Não tive, até o presente momento, qualquer acesso ao processo para conhecer o conteúdo do que me é atribuído. Rechaço com veemência toda e qualquer denúncia de prática de ilícitos.Estou indignado, mas absolutamente tranquilo, pois minha consciência em nada me acusa.Digo à sociedade brasileira, em especial aos catarinenses, que sempre confiaram em mim, que espero que rapidamente a verdade seja restabelecida.Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça.

O pedido de abertura de inquérito sobre o deputado federal Décio Lima (PT) se baseia em um suposto pedido dele de pagamento de vantagens para a campanha eleitoral da esposa, Ana Paula Lima do PT , na campanha para prefeito de 2012. Ao Ministério Público, os delatores Paulo Roberto Welzel, ex-diretor da Foz do Brasil (atual Odebrecht Ambiental, responsável pela exploração do serviço de água e esgoto em Blumenau), e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, fundador e ex-presidente da mesma empresa, relataram o pagamento de R$ 500 mil, não contabilizados na campanha.

Decio Lima disse em nota que “Em relação à menção do meu nome nas investigações do Supremo Tribunal Federal, recebo com tranquilidade, uma vez que confio que a verdade prevalecerá e a justiça será feita.Declaro que sou o maior interessado no esclarecimento de toda esta situação. É importante destacar que não sou réu e nem investigado em nenhum processo da Lava Jato.A minha vida pública sempre foi pautada pela ética, lisura e transparência e a minha história demonstra a preocupação com a legalidade de todos os meus atos”.

 

Veja o que diz a deputada estadual Ana Paula Lima:

Em relação à citação do meu nome nas investigações do Supremo Tribunal Federal declaro serenidade e estou à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos.Afirmo que não sou ré e nem investigada em nenhum processo da Lava Jato.Afirmo que as doações à minha campanha eleitoral foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes, e que minha conduta pública é regida pelos princípios da ética, moral e legalidade.

 

Mais catarinenses terão casos analisados 

Além do governador, a ex-senadora Ideli Salvatti (PT) e outros quatro políticos de Santa Catarina terão pedidos de investigação analisados em diferentes instâncias da justiça.

O caso que envolve o deputado estadual Jean Kuhlmann (PSD) também terá foro diferenciado. Segundo informações, a petição de Fachin sobre o parlamentar, em que consta a acusação, por parte dos delatores da empreiteira, ele teria recebido R$ 65,6 mil em 2004, quando era vereador em Blumenau, pela facilitação de recebimento de faturas de serviços prestados e não pagos.

O deputado também teria recebido R$ 50 mil por meio de caixa 2 quando foi candidato a prefeito de Blumenau em 2012. Por ser deputado estadual, o pessedista teve o caso remetido ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre.

Veja o que diz Jean Kuhlmann sobre o caso:

Recebo com surpresa a informação de que meu nome consta em petição remetida para o 4º TRF, referente às investigações divulgadas nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal.
Jamais tratei de qualquer assunto relacionado a campanhas eleitorais, e sobretudo recursos para campanhas, com empregados e executivos e empresas citadas, tampouco conheço qualquer um deles.
Minhas contas eleitorais sempre foram aprovadas e apresentadas dentro do rigor que exige a Justiça Eleitoral, e dentro da transparência pela qual sempre pautei minha trajetória.
Confio no bom trabalho da Justiça, e tenho certeza que as investigações irão mostrar a verdade dos fatos. Meu maior interesse é que toda essa situação seja esclarecida, o quanto antes.

 

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