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Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018 -

Vendas de Páscoa recuam no comércio de Santa Catarina

 

FOTOA Páscoa é a data comemorativa que dá a largada para as melhores vendas do comércio no ano, mas em 2016 o desempenho foi condizente com a atual situação econômica: consumidores dispostos a gastar menos e a consequente queda no faturamento do varejo catarinense. A pesquisa de resultado de vendas da Fecomércio SC e Federação das CDLs de Santa Catarina registrou o valor médio por compra de R$ 100,97, 3,6% maior do que 2015, mas, descontada a inflação de 10,36% no período, o saldo é negativo. O faturamento de lojas e supermercados também representou queda de 10,2%, quando comparado com o ano anterior.

“Com o aumento dos custos de 2015 para cá os empresários já esperavam uma Páscoa menos doce, tanto que adequaram seus estoques e usaram estratégias diferenciadas para atrair as famílias, com promoções, brindes e formas de pagamento mais facilitadas. Em relação aos meses comuns do ano, tivemos um aumento de quase 10% nas vendas”, avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

“Os consumidores não deixaram de comemorar a Páscoa com presentes e chocolates, mas foram conservadores nos gastos, como esperávamos”, acrescenta Ivan Tauffer, presidente da FCDL/SC. “Os empresários do varejo estão promovendo um esforço histórico para fomentar as vendas e manter os empregos”, observou.

Com o panorama de retração nas vendas e na receita do empresário, um percentual pouco expressivo de empresas (5,7%) contratou temporários para atender à demanda. Entre os estabelecimentos que realizaram contratação estão as lojas especializadas em chocolates (75%). E mais da metade dos consumidores (68,1%) optou pela compra à vista: cartão de crédito (33,3%), dinheiro (15,7%) e cartão de débito (19,1%). No ano passado, cerca de 80% escolheu essa forma de pagamento. O resultado de 2016 é consequência da queda da renda das famílias, que passam a fazer compras a prazo para adequar ao orçamento. O cartão de crédito, por exemplo, foi responsável por 25,6% das vendas, seguido pelo parcelamento no crediário (5,7%).

De acordo com os empresários, a frequência da pesquisa de preço foi considerada baixa (49%), alta (39%) e razoável (12%). Outro indicador importante para verificar a performance da data é o percentual dos produtos que sobraram. Neste ano, 36,8% do estoque inicial não foi vendido, número bastante superior ao registrado no ano passado (7,5%).

A pesquisa foi realizada com 351 empresas do comércio de Santa Catarina, divididas nas cidades de Lages, Chapecó, Itajaí, Blumenau, Joinville, Criciúma e Florianópolis.

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