Sexta-feira, 19 de janeiro de 2018 -

Indígenas fazem cerimônia religiosa e protesto contra morte de índio espancado em Penha

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Cerca de 200 pessoas participaram, segundo cacique. Vítima foi espancada no dia 1º de janeiro e morreu no hospital, no dia seguinte.

Indígenas fizeram cerimônia religiosa e protesto em Penha, no Litoral Norte catarinense, na tarde desta quarta-feira (10) contra o assassinato de Marcondes Namblá, de 38 anos. Os atos foram feitos no Centro da cidade, onde ele foi espancado na madrugada de janeiro. As agressões provocaram a morte da vítima, no dia seguinte.

Namblá era do povo Laklãnõ-Xokleng, da Terra Indígena Laklãnõ. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que ele é agredido por um homem que estava com um pedaço de madeira. O indígena foi atingido na cabeça e caiu, continuando a apanhar em seguida. O autor da agressão ainda não foi preso.

Cerimônia

Cerca de 200 indígenas do grupo Xokleng de José Boiteux, no Vale do Itajaí, participam do protesto, disse o cacique Caruso Tschvu Patê à NSC TV. A Polícia Militar de Penha acompanha o ato, mas não disse o número de manifestantes. A cerimônia religiosa, feita na língua dos indígenas, durou cerca de uma hora e começou perto das 14h30.

Depois da cerimônia, uma lança foi fincada no canteiro em memória de Marcondes e todos seguiram até a casa onde ele estava hospedado temporariamente em Penha, para vender picolés.

Investigação

Os indígenas não acreditam que a motivação do crime tenha sido fútil, como indica o inquérito da Polícia Civil, e pedem pra que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem o crime.

A comunicação da PF explicou, porém, que a corporação só atua em casos de disputas de direitos das comunidades indígenas, como territórios. Como para a PF não há indício desse tipo de situação, a investigação cabe à Polícia Civil.

O MPF afirmou que acompanha a investigação e que procedimentos que serão adotados estão em processo final de elaboração.

Suspeito

Gilmar César de Lima, de 22 anos, teve a prisão preventiva decretada na quinta (4) suspeito de ter matado o indígena, mas segue foragido. A polícia trabalha com a hipótese de que o espancamento do indígena tenha ocorrido por motivo fútil.

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